quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Talvez.. o quê?

Hoje não tem a ver com o que se lembram ou não. Tem a ver com o tempo que já passou.
Fui a um concerto de Pedro Abrunhosa no dia 19. Sou grande fã de Abrunhosa e lembro-me que, quando apareceu, ouvia-se por todo o lado, toda a gente sabia as letras e eu (talvez só para ser diferente) não achava piada nenhuma. Pouco tempo depois comecei a ouvir, a cantar e a ir a concertos.

Mas no passado sábado, quando estava a apresentar a próxima música, Pedro Abrunhosa disse: 'Esta música tem uns 13 anos. Não: é capaz de já ter 14!'. A música era 'Talvez Foder' (desculpem o palavrão, mas é o seu nome) e tem realmente 14 anos. Quando cheguei a casa fui ver no meu CD e cá está: compilação de 1995.

Meu Deus... 14 anos... e tal como Pedro Abrunhosa disse: 'a letra ainda está tão actual'!

'Há Bombas em Belfast e em Beirute

e preciso afinar o azimute.

E eu e tu o que é que temos que fazer...?

Talvez f...r. Talvez f...r.

(...)'

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Tou... que não tou!

Muito giro! Hoje estivémos a falar de Bollycaos. Como eu costumo dizer: 'Um Bollycao por dia dá saúde e alegria'. Adoro!

O mais giro foi estarmos quatro pessoas à conversa: duas trintonas, uma quarentona e uma de 'vintinha'. Nem demais, nem de menos. Só as de 30 é que se lembravam da colecção 'Tou'. Era muito gira, essa colecção. Os cadernos andavam forrados com 'Tou', no quarto havia um 'Tou' aqui e outro ali, alguns até foram parar ao frigorífico sem ninguém saber como!?!

A mais nova, nos frigoríficos, só os imans. A mais velha, o frigorífico só leva coisas «por dentro, não por fora'.

Posso avisar, desde já, os trintas que gostam de Bollycao e da colecção 'Tou' que ela está de regresso. Um regalo para mim que vou ter ainda mais uma razão para comer um Bollycao por dia!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Cheguei aos 32

Já não tenho só 31. Já tenho 32 anos. A vida é assim: os anos passam.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

25 Anos de Ouro

Faz esta madrugada, de 11 para 12 de Agosto, 25 anos que o Carlos Lopes venceu a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Los Angeles.

Faz agora umas poucas horas que eu tive a triste ideia de comentar com a estagiária que estava ao meu lado: 'xiii! Já faz 25 anos? Lembro-me tão bem. A maior parte dos portugueses ficou acordada para o ver chegar à meta. Lembras-te?'

A resposta que eu ouvi foi simplesmente: 'Não... é um bocadinho difícil, não achas?'

Pois... é que ela só tem 20 anos e eu nem pensei nisso. É que já está a estagiar! Como é que é possível que uma pessoa que já acabou um curso superior não existisse ainda quando o Carlos Lopes venceu a Maratona? E estamos a falar de 20 anos, não de 15!

Sou mesmo eu que estou a ficar velha, foi o meu último pensamento. E não falei mais disto a ninguém até chegar a casa e 'desabafar' na Máquina de Escrever.

terça-feira, 7 de julho de 2009

1996

Hoje, eu e o meu marido fazemos 13 anos de namoro. Bem sei que não são os 14/ 15 com que ando sempre a 'implicar'... mas já é uma vida!

Uma vidinha bem crescida, diga-se. Até porque não começámos a namorar cedo, ou seja, já tínhamos muito tempo para trás. Melhor dizendo: já tínhamos um teenager para trás (e outro pela frente, já agora!).

1996 foi um ano muito especial para aqueles que nasceram nele. Mas foi também o ano em que Portugal (voltando ao futebol) perdeu com a República Checa (já separada da Eslovaca) no Europeu de Inglaterra, por um golo de Karel Poborský, no ano seguinte a jogar pelo S.L.Benfica. Ficámos, então, pelos quartos-de-final, enquanto eles foram vice-campeões ao perder por 2-1 com a Alemanha que se sagrou campeã.

Foi o ano dos Jogos Olímpicos de Atlanta. Foi o ano em que fomos representados no Eurofestival da Canção pela Lúcia Moniz, com a canção 'O meu coração não tem côr', a melhor classificada até hoje. Foi (mais um) ano em que o café custava p'raí uns 45 escudos. Foi o ano em que o Centro Histórico do Porto se tornou Património da Humanidade pela Unesco.

E poderia continuar. Mas não vale a pena. Já são muitos anos. Uma vida, aliás!

Parabéns a nós!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Conversão

Bem sei que 2002 não está assim tão longe... mas sete anos é metade de uma vida (para alguns)!

Nós recebemos semanadas e mesadas em escudos. Eles pedem 10 euros aos pais. Nós comprámos pastilhas a 'dois e quinhentos'. Eles têm que pagar quase dez vezes mais, a 10 cêntimos. O Figo custou 60 mil contos ao Barcelona, para sair do Sporting. O Manchester levou 94 milhões de euros pelo Cristiano Ronaldo.

Há aqui algumas diferenças...

Não é só o preço. É a moeda! Dizem que o euro é a moeda única, mas o escudo foi 'único' para nós. Só nós é que o tínhamos. Só nós é que tínhamos a 'quinhenta', o 'conto' e os famosos 'mil réis'.

Já são raras as vezes que fazemos as contas, mas há alturas em que é inevitável: para quem comprou uma casa há mais de sete anos, quanto é que custou em euros? Para quem comprou um carro há mais de sete anos, quanto é que custou em euros? Para quem tem 30 anos, qual foi o valor da primeira mesada?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Encaixar = Tetris

Estava em casa a arranjar inspiração para acabar um trabalho que tenho para fazer quando me lembrei: TETRIS. Vai um joguinho, outro, e lá se foram mais uns largos minutos de trabalho...

Os trintões fazem parte da ‘Geração Tetris’. Hoje, os teens nem sabem que jogo é esse, nem como se joga. Aliás, nem sabem o que é isso...

É uma tristeza para eles e nem sabem o que perdem! Até na casa de ba
nho havia uma ‘maquineta’ rasca para nos ‘inspirarmos’, não para trabalhar, mas para fazer a nossa ‘obra’.

Peça a peça, nível a nível, era uma conquista cada vez que conseguíamos ir mais longe e pôr o nosso nome em primeiro, à frente do nosso pai, irmão ou qualquer outro que tivesse passado pela casa de banho antes de nós nesse dia.

Mostrou-nos o real sentido do verbo ‘encaixar’ e fez 25 anos há uns dias. Parabéns Tetris! A geração dos trintas agradece os momentos que partilhaste connosco.