terça-feira, 21 de abril de 2009

A Expo98

É garantido que quem tem 14/ 15 anos não se lembra da Expo98, dedicada aos Oceanos.

Mais não seja porque, na altura, tinham à volta dos três anos. Por isso é compreensível!

Mas dos trintões portugueses, quem não passou por lá nem um dia? Não 'torrou' ao sol nas filas dos pavilhões? Não 'roubou' um banquinho de papelão a alguém?

Quem não se lembra do edifício do Vasco da Gama como a entrada principal da Expo98 e não apenas como um centro comercial à beira rio plantado? Quem não ficou a conhecer os Silence 4 naquela última noite? Agora... só David Fonseca.

E o fecho de cada dia com o espectáculo de fogo de artifício no lago do Oceanário?

E... e... e...

Ficaríamos aqui muito tempo. Aposto que cada um tem uma história para contar!

Mas para os de 14/ 15?... a história é outra: são as lojas do centro comercial, é o concerto dos (já extintos) DZR'T, são os bares (que entretanto já mudaram de mãos e nomes umas quantas vezes) para uma noitada de loucura.

Agora a confusão daqueles cinco meses de 1998? Essa memória pertence-nos!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

'O' Pequeno-Almoço!


'Ó Tuli, o pão é com quê? TULICREME, já se vê! É tão bom tuli, tuli, TULICREME.'

Cacau, Caramelo ou Avelã. Era só escolher. Lá em casa era mais de Cacau ou Caramelo. O de Avelã deixava um bocadinho a desejar...

Realmente os tempos mudam: quem não comeu uma boa carcaça estaladiça de tão fresca, comprada na padaria da esquina (e não a 'bolinha' do supermercado) carregada de Tulicreme, acompanhada com um grande 'copázio' de leite com Toddy, à espera de ter idade para começar a beber leite com Mokambo (Diga bom dia com Mokambo, Mokambo, Mokambo... O gosto bom, bom, bom, bom, bom... Mokambo, Mokambo...)?

Eram uns pequenos-almoços do caraças, não eram? Era aquela altura em que ainda se comia margarina em vez de manteiga porque era mais barata e não porque era mais saudável por ser vegetal, em vez de animal. A Planta fazia furor há 30 anos.

E cereais? Alguém se lembra de mais alguma coisa sem ser os Corn Flakes, a Cerelac, o Nestum e o Pensal? Ai, o Pensal... lembrando agora, aquilo não tinha sabor, mas na altura caía bem! Vieram mais tarde as Estrelitas, os Chocapics e as Crepitas (que comprava com o dinheiro da semanada e comia a seco como almoço, porque gostava mesmo do sabor daquilo). Já não existem. É uma pena...

sábado, 21 de março de 2009

Mas Que Rato Tão Curtido...

Um rato com duas orelhas enormes e uma voz irritante levava-nos ao êxtase na infância! O Topo Gigio foi um ícone da nossa juventude. Mais um, entretanto, esquecido.

Olhando para trás, pensamos: era um boneco animado, que tinha uma amigo humano, o Rui, e era apaixonado pela Paulinha (outra humana). Também cantava e fazia sapateado. Agora não faz sentido, mas há mais de 20 anos servia para os nossos pais fazerem chantagem connosco.

Eram poucos minutos ao domingo que nos deixavam felizes.

De um original italiano e com uma tradução fabulosa, ensinou-nos novas palavras, como o vebro curtir, com a música 'Topo Gigio, Topo Gigio, mas que rato tão curtido...'

Foi o princípio do merchandising com lancheiras, singles, estojos e cromos. Enfim, mais um ponto alto da juventude dos actuais 'trintões', que não vingou até aos actuais 'teens'.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Jogos Sem Fronteiras

Não sei há quantos anos foi a primeira edição, nem sequer a última. Mas quem não se lembra dos 'Jogos Sem Fronteiras'?

Talvez alguém entre os 10 e os 20 anos!

À segunda-feira à noite, famílias inteiras juntavam-se em frente à televisão para ouvir o Eládio Clímaco e ver a nossa equipa 'verde' a subir e descer postes, correr sobre pistas molhadas, tentar encher o mais rápido possível uma tina de água com colheres de sopa. Ou seja, fazerem figuras 'parvas', mas que Portugal adorava, até porque, uma vez por semana, tornávamo-nos os melhores da Europa dos (p'raí) seis.

No dia seguinte, o programa era motivo de falatório nas escolas, nos empregos, entre vizinhos.

Era muito divertido e 'inocente'. E os comentários do Eládio Clímaco 'batiam' qualquer Ana do Carmo, Ana Zanatti e outras que mais tarde se juntaram, mas não tinham o mesmo 'brilho'.

Foi o início do fim, com muita pena nossa! E os adversários eram de peso: Espanha, Itália, França, Suíca... podia vir qualquer um! Niguém batia Leiria, Coimbra ou mesmo Castelo Branco.

Que saudades desta inocência...


sábado, 14 de março de 2009

"The Final Countdown"

O que é "Europe" para alguém com 14/15 anos? Apenas "Europa" em inglês.

E para nós, os trintões?

Não será também um grupo musical que fez furor nos anos 80 apenas com uma música? "The Final Countdown". Ainda hoje cantamos, com um bocadinho de vergonha, admito.

Lembrei-me porque estava a ver a VH1, canal de música para trintões, e começou o programa "The Final Countdown", em que o genérico é acompanhado com a guitarrada que qualquer um com mais de 28 anos sabe identificar.

Só é pena ficar sempre o gostinho de ouvir o resto da música, que não é por aí além, mas que há-de ser sempre uma recordação.


quarta-feira, 4 de março de 2009

Diferença de idades

Como é que se explica a uma rapariga de 14 anos o que é uma máquina de escrever?

Muito provavelmente da mesma forma que eu:
'ESTOU VELHA!
'

Eu não me considero velha, tenho 31. Mas já no outro dia, com a mesma rapariga, dei por mim a dizer:
'Tenho mais 17 anos que tu. Podia ser tua mãe...'

Mas voltando à máquina de escrever: 'foi uma das coisas que o computador veio substituir', disse-lhe. E t
entei explicar que funcionava como carimbos (isso ela sabia o que era) e que, por isso, não convinha enganar-se. Os trabalhos demoravam mais tempo porque, além de não podermos corrigir, não tinha memória como um computador.

Até que me lembrei do que tinha à minha frente: um COMPUTADOR com internet.

www.google.pt. Máquina de escrever. Imagens.

E lá apareceram várias.

Ao que chegámos: gajos novos, como nós, a explicar a 'chavalos', como ela, o que é uma máquina de escrever.

O que se seguirá? Dar corda ao relógio? Um walkman? Cassetes?

Não somos nós, os trintas, que estamos velhos. Os 'teens' é que nasceram numa era em que tudo deixou de existir e foi substituído.