sexta-feira, 19 de março de 2010

Só Há Esta...

Uma caixa de Bom-Bokas tinha 6. Lá em casa, havia 5 'gulosos'.

Pois é... e a última?

Eu sei que as bombocas ainda existem, mas não são a mesma coisa. Há 20/ 30 anos havia Bom-bokas de baunilha, morango e chocolate. Agora existem com outro nome, menos variedades e com um sabor que não é a Bom-bokas.

Receita: um qualquer creme que nem faz peso na boca, rodeado de uma fina camada de chocolate. E aquela bolachinha por baixo... hum! Saudades...

Fomos uns privilegiados ('achocolatadamente' falando): tínhamos também as Fantasias de Natal (veio o gato e comeu!) e os chapéus de chuva de chocolate da Regina. Tudo coisas copiadas nos dias de hoje. Mas do verdadeiro sabor, só nós nos lembramos.

sábado, 6 de março de 2010

It's a Sony

Sim, em 2010 os 'i'-qualquer coisa estão na moda: i-Pod; i-Pad, i-Book, i-Phone. São alguns dos 'i' da americana Apple. Não sou a melhor pessoa para fazer juízos, mas parece-me que são máquinas muito boas.

Mas as coisas boas já vêm de trás. Na década de 70, já um outro fabricante 'dava cartas' na tecnologia, tal como continua a dar. E ninguém pode esquecer: o 'Walkman' foi lançado em 1979; a disquete de formato 3,5", em 1981, o mesmo ano em que foi lançado o primeiro 'Compact Disc', mais conhecido por CD; o 'Mini-Disc' (que já passou de moda), em 1992; a 'PlayStation' em 1995.

Sim, a 'PlayStation' tem 15 anos. Mas os miúdos de 15 anos já só conhecem os upgrades desta: a 2 (com sorte) ou a 3. Todos estes gadgets são da Sony, uma marca japonesa que perdura no tempo e que, a esta velocidade, há-de perdurar.


O que é que se conclui? Graças aos japoneses, os 'trintões' foram acompanhados pela evolução do entretenimento e muitos de nós ainda têm as cassetes que usavam nos walkmans (muitas gravadas da rádio com as músicas preferidas) guardadas num canto da casa. Os 'teens', têm o computador cheio de músicas tiradas da net.

O que eu pergunto é: quando os 'teens' de hoje forem 'trintões' ainda conseguirão ter essas músicas guardadas?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Telemóveis, Philofax e Nomofobia


Telefones e philofax. Palavras em desuso, agora substituídas por: telemóveis.

Não estávamos contactáveis em qualquer lado. Quer dizer... até podíamos estar, mas tínhamos que ter uns trocos no bolso.

Passámos depois a ter o 'bip'. O telemóvel já existia, mas era inacessível à maioria. Para além de serem caros, eram autênticos 'monstros': primeiro com uma malinha, depois encolheram, mas mesmo assim não cabiam no bolso das calças ou dos blusões.

Na melhor das hipóteses estava instalado no sapato, como era usado pelo espião de 'Get Smart'.

Quando chegámos aos 18/ 20 anos, lá conseguimos ter o primeiro (para o bem e para o mal).

Actualmente, até já se fala em nomofobia. Não sabem o que é? Qualquer psicólogo explica: medo de ficar incomunicável; medo de perder os contactos; medo de perder o TELEMÓVEL!

Os trintões pensam: porque é que uma criança de 10 anos tem que ter um?

Os teens pensam: como é que é possível viver sem um?

As crianças já devem pensar: quando é que eu vou ter um?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Somos Tão Inteligentes (já sei porquê)

Hoje alguém se lembrou de começar a cantar: 'Arco-Íris, Arco-Íris; Quero ver-te brilhar...'

É essa a razão para acharmos que os teens de hoje são mais infantis do que nós éramos na idade deles:

* nós tivémos direito a programas como o 'Arco-Íris' ou o 'Jornalinho'. Eles têm direito às 'Bratz' e aos 'Gormitis';

* a nós explicavam-nos que o mundo estava em guerra, a eles escondemos que há pessoas com fome no mundo.

Ou eles não querem saber... E aposto que se lhes mostrarmos a verdade, eles vão achar que irá chegar um super-herói qualquer com poderes ultra-especiais que vão acabar com todo o mal que existe.

Nós tínhamos mais acesso à verdade. Eles têm mais acesso à fantasia. Não foi por isso que deixámos de crescer mais saudáveis ou conscientes.

Que volte o Carlos Ribeiro e o Pedro Mourinho. Deixemo-nos de bonecos e mais bonecos, ponham gente real à frente de um programa infanto-juvenil e mostrem-lhes o mundo antes que eles descubram por si, lá para os 30/ 35 anos quando saírem de casa dos pais...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Tan tan taaaannnn, tan tan taann...


Se eu disser três palavras, há muita gente que vai acertar à primeira: canivete, fio eléctrico e cola.

Exacto: MacGyver. O homem fantástico que, no final da década de 80, conseguia fazer uma bomba com quaisquer três objectos que tivesse à mão, contando com o canivete suíço que só saía do seu bolso quando era estritamente necessário.

Este foi (talvez) o herói mais 'engenhocas' da TV que, em 40 minutos, sabia de um novo caso, encontrava o 'mauzão', era preso num qualquer local que tinha sempre coisas que lhe dariam jeito para de lá sair, voltava a encontrar o vilão e, desta vez, não o deixava escapar e entregava-o.

Melhor: tudo isto sem o recurso a armas de fogo, uma vez que se recusava a usar, porque era contra. Uma bomba, mesmo que artesanal, tudo bem... uma arma de fogo, NÃO!

Pacifista, inteligente, desenvencilhado e 'girito'. Richard Dean Anderson foi MacGyver (e acho que mais nada).

domingo, 18 de outubro de 2009

O 'Dot' dos Nossos Tempos

Este é o mês que marca o 17º aniversário da televisão independente em Portugal. A SIC fez 17 anos no dia 6 e, além de marcar toda uma geração que não faz a mínima ideia do que é viver apenas com dois canais, só conheceu 'parvoíce' televisiva.

E não me refiro apenas aos programas. Deve haver por aí alguém que se lembra do Dot, aquele boneco amarelo, redondo, com um sorriso parvo, que nos queria enganar ao ordenar-nos que o colássemos no canto superior direito do nosso aparelho, levando-nos a crer que poderíamos ganhar um qualquer prémio, que agora não faço a mínima ideia qual era.

Quando aparecia um Dot a cantar e a dançar no ecrã, apontava para o canto onde aparecia o tal sinal vermelho e lá íamos nós buscar um dot a correr. Onde é que os arranjávamos? Não era em pacotes de batatas fritas, mas qualquer coisa do género! Acho que era em revistas de televisão.

Mas este foi só o princípio do fim. Seguiram-se os 'ponha! ponha!', 'surprise! surprise!', as cantorias parvas, os desconhecidos fechados numa só casa, os supostos vips a tentarem imitar gente normal e as quatro novelas na mesma noite.

Depois dos dois únicos canais, a nossa sorte foram os canais por cabo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Talvez.. o quê?

Hoje não tem a ver com o que se lembram ou não. Tem a ver com o tempo que já passou.
Fui a um concerto de Pedro Abrunhosa no dia 19. Sou grande fã de Abrunhosa e lembro-me que, quando apareceu, ouvia-se por todo o lado, toda a gente sabia as letras e eu (talvez só para ser diferente) não achava piada nenhuma. Pouco tempo depois comecei a ouvir, a cantar e a ir a concertos.

Mas no passado sábado, quando estava a apresentar a próxima música, Pedro Abrunhosa disse: 'Esta música tem uns 13 anos. Não: é capaz de já ter 14!'. A música era 'Talvez Foder' (desculpem o palavrão, mas é o seu nome) e tem realmente 14 anos. Quando cheguei a casa fui ver no meu CD e cá está: compilação de 1995.

Meu Deus... 14 anos... e tal como Pedro Abrunhosa disse: 'a letra ainda está tão actual'!

'Há Bombas em Belfast e em Beirute

e preciso afinar o azimute.

E eu e tu o que é que temos que fazer...?

Talvez f...r. Talvez f...r.

(...)'