domingo, 6 de novembro de 2011

O 'estalo' que nos saía da boca!

Um pacotinho deixava-nos nas nuvens! Parte das semanadas eram gastas naquela 'coisa artificial' que nos fazia rir...

Peta Zetas: um qualquer granulado de caramelo(?) com diferentes sabores que, em contacto com a saliva, provocava uns estalidos engraçados e cócegas na língua e no céu da boca!
Lembro-me do sabor a laranja, a morango, a qualquer coisa indefinido que ficará eternamente na dúvida e... a cola: o preferido da m
aioria!

Independentemente do
sabor, a quantidade de corantes, conservantes, E's e outras coisas impronunciáveis, ponho as mãos no fogo em como 85% dos actuais pais não deixariam as crianças provar. Mesmo quando os próprios foram fãs e mantêm-se 'vivos e saudáveis'!


sábado, 5 de novembro de 2011

Outono


Quando andava na escola primária e falávamos das Estações do Ano, lembro-me (perfeitamente) que o Outono era aquela em que:


- começam as aulas;

- termina o calor do Verão;
- caem as folhas das árvores.

Mas começo a dar razão à minha avó que dizia: «Os homens foram à lua e estragaram o tempo todo».


Agora, em 2011, podemos dizer que já não é bem assim:

- as aulas começam no Verão;
- o calor de Outubro deste ano foi maior do que o
de Agosto;
- entretanto começou a chover 'sem dó' e as folhas nem tiveram tempo para cair.

Perdeu-se a imagem da folha caduca apanhada do chão para levar para a escola, o laranja/avermelhado do chão coberto de folhas secas e, com isto, algumas recordações de infância.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Os Cadernos de Agora

Andávamos na escola, éramos felizes e tínhamos cadernos para todos os gostos.

Qual é a diferença?

Quando se comprava o material, a escolha não era muita: havia os cadernos de capa preta (sem argolas) ou os de capa azul (com argolas). No meu caso, 'calhavam-me' sempre os pretos: é que, segundo os meus pais, as folhas 'desapareciam misteriosamente' e tornava-me dispendiosa.

Mesmo com os pais a pensar quase todos da mesma forma, ninguém tinha cadernos iguais. A corrida às revistas para recortar fotografias era grande e variada: surf, ginástica, actores, bandas musicais, etc.

Agora também há, dirão. É verdade, mas se querem um caderno dos '30 seconds to Mars' ou do 'Cristiano Ronaldo', de certeza que haverá um colega de turma com um igual. Não há originalidade. Nem gastos extra de fita-cola...

Eram autênticas 'obras de arte'! Tão boas, que muitas delas ainda aqui estão guardadas, algumas com mais de 20 anos!!!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Teledisco? O que é isso?

Os 'videoclips' são um fenómeno relativamente recente. Há uns bons anos, o que havia era 'telediscos'.

Porquê? Porque a música vinha em discos e porque passava na televisão. Não eram coisas muito elaboradas, apenas a gravação (muitas vezes 'rasca') do cantor / banda a cantar a dita canção.

Além disso, ainda era tudo dito em português e nós sabíamos lá o que era um 'clip'...

Quando a música começou a ter destaque na televisão, a RTP (única estação portuguesa) começou com o programa 'Teledisco'. E, embora gostem de dizer que é dos programas mais antigos, o 'Top +' foi uma actualização do 'Teledisco', esse sim, o original.

À velocidade a que o mercado do vinil está a 'ressuscitar', arrisco-me a dizer que mais dia menos dia, voltaremos a ter no ar ao sábado à tarde um novo programa.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Só Há Esta...

Uma caixa de Bom-Bokas tinha 6. Lá em casa, havia 5 'gulosos'.

Pois é... e a última?

Eu sei que as bombocas ainda existem, mas não são a mesma coisa. Há 20/ 30 anos havia Bom-bokas de baunilha, morango e chocolate. Agora existem com outro nome, menos variedades e com um sabor que não é a Bom-bokas.

Receita: um qualquer creme que nem faz peso na boca, rodeado de uma fina camada de chocolate. E aquela bolachinha por baixo... hum! Saudades...

Fomos uns privilegiados ('achocolatadamente' falando): tínhamos também as Fantasias de Natal (veio o gato e comeu!) e os chapéus de chuva de chocolate da Regina. Tudo coisas copiadas nos dias de hoje. Mas do verdadeiro sabor, só nós nos lembramos.

sábado, 6 de março de 2010

It's a Sony

Sim, em 2010 os 'i'-qualquer coisa estão na moda: i-Pod; i-Pad, i-Book, i-Phone. São alguns dos 'i' da americana Apple. Não sou a melhor pessoa para fazer juízos, mas parece-me que são máquinas muito boas.

Mas as coisas boas já vêm de trás. Na década de 70, já um outro fabricante 'dava cartas' na tecnologia, tal como continua a dar. E ninguém pode esquecer: o 'Walkman' foi lançado em 1979; a disquete de formato 3,5", em 1981, o mesmo ano em que foi lançado o primeiro 'Compact Disc', mais conhecido por CD; o 'Mini-Disc' (que já passou de moda), em 1992; a 'PlayStation' em 1995.

Sim, a 'PlayStation' tem 15 anos. Mas os miúdos de 15 anos já só conhecem os upgrades desta: a 2 (com sorte) ou a 3. Todos estes gadgets são da Sony, uma marca japonesa que perdura no tempo e que, a esta velocidade, há-de perdurar.


O que é que se conclui? Graças aos japoneses, os 'trintões' foram acompanhados pela evolução do entretenimento e muitos de nós ainda têm as cassetes que usavam nos walkmans (muitas gravadas da rádio com as músicas preferidas) guardadas num canto da casa. Os 'teens', têm o computador cheio de músicas tiradas da net.

O que eu pergunto é: quando os 'teens' de hoje forem 'trintões' ainda conseguirão ter essas músicas guardadas?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Telemóveis, Philofax e Nomofobia


Telefones e philofax. Palavras em desuso, agora substituídas por: telemóveis.

Não estávamos contactáveis em qualquer lado. Quer dizer... até podíamos estar, mas tínhamos que ter uns trocos no bolso.

Passámos depois a ter o 'bip'. O telemóvel já existia, mas era inacessível à maioria. Para além de serem caros, eram autênticos 'monstros': primeiro com uma malinha, depois encolheram, mas mesmo assim não cabiam no bolso das calças ou dos blusões.

Na melhor das hipóteses estava instalado no sapato, como era usado pelo espião de 'Get Smart'.

Quando chegámos aos 18/ 20 anos, lá conseguimos ter o primeiro (para o bem e para o mal).

Actualmente, até já se fala em nomofobia. Não sabem o que é? Qualquer psicólogo explica: medo de ficar incomunicável; medo de perder os contactos; medo de perder o TELEMÓVEL!

Os trintões pensam: porque é que uma criança de 10 anos tem que ter um?

Os teens pensam: como é que é possível viver sem um?

As crianças já devem pensar: quando é que eu vou ter um?